Delimitação de APP em Topo de Morro com QGIS

Delimitação de APP em Topo de Morro com QGIS

Como delimitar Áreas de Preservação Permanente (APP) usando o Software QGIS? Esta é uma pergunta frequente nos emails que recebo diariamente. Recentemente foi publicado um artigo que detalha este processo com uma metodologia que está em harmonia com a legislação vigente.

APP DE TOPO DE MORRO COM QGIS

O artigo Delimitação de Áreas de Preservação Permanente em Topo de Morro Utilizando o QGIS teve como base para sua metodologia o que é disposto no Novo Código Florestal Brasileiro (Lei nº 12.651 de 2012).

Conforme explicado no artigo, a lei estabelece diretrizes quanto as Áreas de Preservação Permanente (APP). Contudo a identificação destas áreas é complexa visto que o código define limites diferenciados para áreas rurais consolidadas, tomando por base o cálculo do módulo fiscal de cada propriedade. Devido a isso o diagnóstico de áreas de conflito em APP é árduo, pois envolve fatores econômicos, culturais, demográficos, sociais e ambientais de cada município.

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A publicação explica ainda que para extração dos dados referentes as APP foram utilizados Modelos Digitais de Elevação (MDE), disponibilizados pelo INPE no Banco de Dados Geomorfométricos do Brasil (TOPODATA).

Delimitação de APP em Topo de Morro usando QGIS

Todos os procedimentos adotados utilizaram os softwares QGIS e GRASS, bem como suas vastas bibliotecas de algoritmos, sempre se baseado na publicação de Oliveira e Filho (2013), além dos critérios definidos no novo Código Florestal para delimitação das APP para os topos de morros.

Os autores do artigo detalham as 20 (vinte) etapas adotadas, desde a aquisição das imagens até a obtenção das zonas de APP. Inclusive, a partir da sequência de ações e ferramentas necessárias, foi elaborado um modelo no QGIS (Model Buider), a fim de automatizar e agilizar a execução do processo.

DOWNLOAD DO ARTIGO SOBRE TOPO DE MORRO E QGIS

Recomendamos fortemente que você faça o download do artigo na íntegra e confira todos os detalhes da técnica empregada neste trabalho.

Você pode baixar o trabalho em PDF (12 páginas) no link abaixo:




Sem dúvida, queremos elogiar e parabenizar o trabalho dos autores Silva, J.L.G.; Wegner, N.; Osman, Y.; Alves, A.R. Vocês deram uma imensa contribuição à comunidade de Geotecnologias e Meio Ambiente, em especial aos usuários do QGIS.

Como dica complementar, recomendamos a leitura das seguintes dicas já publicadas em nosso portal:

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11 Comentários


  1. Boa noite, não existe algo errado com a parte do SRTM correspondente ao litoral do Paraná ?

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    1. Olá Marco! Dependendo da fonte é possível que sejam encontrados vazios por falha na leitura do sensor. Eu recomendo os dados do INPE (topodata) pois eles são corrigidos em relação as depressões espúrias e reamostrados para 30m. Os dados obtidos a partir do site Earth Explorer, apesar de terem maior resolução nativa (30 m) apresentam vários “vazios”, principalmente na região do Pico Paraná. Esses vazios podem ser corrigidos no próprio QGIS.

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  2. O ARQUIVO FOI REMOVIDO, EU QUERIA TER ACESSO PARA AJUDAR NA MINHA PESQUISA! OBRIGADO!

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      1. Muito obrigado, Anderson, vou fazer minha monografia sobre topo de morro e vai ajudar bastante! Grato!

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  3. Pelo que li no artigo, não entendi muito bem como foi definida a base dos morros e dos picos. De acordo com a Lei 12.651/2012:

    IX – no topo de morros, montes, montanhas e serras, com altura mínima de 100 (cem)metros e inclinação média maior que 25°, as áreas delimitadas a partir da curva de nível correspondente a 2/3 (dois terços) da altura mínima da elevação sempre em relação à base, sendo esta definida pelo plano horizontal determinado por planície ou espelho d’água adjacente ou, nos relevos ondulados, pela cota do ponto de sela mais próximo da elevação

    A questão do ponto de sela exclui diversos morros que tem mais de um cume próximo ao outro, ou seja, nesses casos a base do topo é o ponto de sela mais próximo, que é o ponto mais baixo entre duas elevações. Pela imagem dos morros no artigo pode-se observar diversas elevações com cumes próximos. Gostaria somente de confirmar se essa questão foi levantada nas etapas do processamento.

    Abraços,
    Renato Coelho

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    1. Eu fiz um comentário sobre isto em relação a este artigo, mas acho que não foi aqui e, sim, no facebook. Considero o automatismo no que diz respeito a esta questão (delimitação de APP de elevações) ainda carente de uma metodologia que contemple todas as situações que podem ser encontradas na natureza. Já havia lido alguns artigos similares com a utilização de modelos em ArcGIS. Apesar de boas tentativas, nenhuma delas levou em consideração a questão crucial do ponto de sela. Em meu livro elaborei uma metodologia localizada para a delimitação de APPs em topo de elevações exatamente dentro do preconizado pelo novo Código Florestal (Lei 12.651/2012).

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