Estrutura de Funcionamento do Alov Map

A matéria de hoje visa prover orientação sobre como começar a fazer uma aplicação Webmapping básica usando o Alov Map – Principalmente aspectos estruturais. Como eu já publiquei há um tempo alguns tutoriais sobre o Alov Map, então neste momento vou apenas descrever um pouco do funcionamento do programa em si. No final desta postagem você encontrará uma lista de links interessantes relacionados com este assunto.

O Projeto Alov Map

O projeto Alov Map foi desenvolvido pela Universidade de Sidney a partir de 2002. O programa é um software livre escrito em linguagem Java e que está disponível para download nas versões applet e servlet. Sua função básica é publicar mapas interativos na internet.

Infelizmente o projeto foi descontinuado cerca de seis anos depois, estando atualmente o site oficial fora do ar. Uma “continuidade” do Alov Map seria o projeto TimeMap (Veja o link no final dessa matéria).

O Alov Map possui certas limitações que devem ser levadas em consideração por quem pretende trabalhar com ele. A utilização de um grande volume de dados pode tornar inviável o emprego dessa ferramenta. Assim, eu apenas indicaria a utilização do Alov Map para casos onde o volume de dados é bem pequeno.

A versão applet não permite a integração com banco de dados.  Segundo certas publicações, a versão servlet foi testada pelos desenvolvedores com os bancos MySQL e Interbase. De acordo com eles, qualquer outro servidor SQL que possua driver para o Java DataBase Connectivity (JDBC) pode funcionar.

Agora vamos comentar a estrutura de funcionamento de uma aplicação na versão applet.

Aplicação Applet do Alov Map

Para criar uma aplicação básica deste tipo com o Alov Map, são necessários, além do applet: Dados Geográficos, um arquivo HTML (XHTML) e dois scripts XML, sendo um de configuração e outro de layout (este último é opcional). Vamos considerar cada um desses componentes adicionais.

1. Dados Geográficos

Como dito anteriormente, esta versão não permite integração com base de dados, mas possibilita a visualização de dados geográficos nos formatos vetorial (shapefile MapInfo File) e matricial (JPG, GIF, etc).

O Alov Map permite a visualização desses dados compactados no formato de extensão *.zip. Por exemplo, você pode compactar a série de arquivos que formam um shapefile (*.shp, *.shx, *.dbf, *.prj, etc) para este formato e mesmo assim o Alov Map visualizará o dado. Isso pode reduzir o tempo de carga dos dados no navegador do usuário que acessa a aplicação.

2. Arquivo HTML (XHTML)

O arquivo de extensão *.html, e que é escrito na linhagem XHTML (eXtensible Hypertext Markup Language), será o canal pelo qual o usuário visualizará a aplicação. Dentro da tag body (corpo) é inserida uma declaração applet onde será indicado parâmetros como o nome dos arquivos XML utilizados na aplicação.

Para mais informações sobre como fazer essa inserção da declaração applet no arquivo HTML, veja o tutorial de introdução ao Alov Map cujo link está no final deste tutorial.

3. Arquivo XML de configuração

O arquivo XML (eXtensible Markup Language) usado na configuração do aplicativo define, por exemplo, a ordem na qual as camadas de informação devem ser apresentadas, simbologia, mapas temáticos, legenda, entre outros aspectos.

Nos tutoriais indicados abaixo e na documentação oficial do programa você poderá ver exemplos de como montar esse script XML.

4. Arquivo XML de layout

Esse arquivo é opcional, mas sem ele não é possível implementar certas ferramentas da aplicação, como por exemplo, cálculo de distância interativa. Esse script também permite que se altere as cores da interface do aplicativo, que por padrão é branco.

Em breve, disponibilizarei no Portal ClickGeo e divulgarei aqui um link para download de scripts XML para vocês poderem utilizar como modelo tanto de configuração como de layout.

Eu elaborei a figura abaixo para ilustrar o que foi abordado aqui, creio que ela resume bem o funcionamento de uma aplicação Alov Map utilizando a versão  applet.

Funcionamento de Aplicação Applet do Alov Map

Comentários Adicionais

Não estou dizendo aqui que o Alov Map é a melhor e mais moderna opção para criação de Webmapping. Para o desenvolvimento de aplicações mais robustas, eu indico o MapServer ou o GeoServer. Mas o Alov ainda tem suas utilidades como para a criação de mapas interativos em CD-ROM, tema já abordado aqui no Blog.

Em matérias futuras irei abordar a estrutura de funcionamento de outros programas, como os próprios MapServer e GeoServer. Também comentarei em outras postagens sobre o TimeMap. Por hora, fiquem com os links a seguir.

Espero que tenham gostado desse breve resumo. Fiquem atentos que ainda essa semana teremos mais novidades aqui no Blog. Qualquer dúvidas, entrem em contato através dos comentários ou enviem e-mail para anderson@clickgeo.com.br.

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One Comment on “Estrutura de Funcionamento do Alov Map”

  1. Essa foi a melhor explicação sobre o Alov Map que já encontrei na internet.
    Tirou muitas dúvidas minhas.

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