3 Erros Comuns na Hora de Precificar Serviços de Geotecnologias

3 Erros Comuns na Hora de Precificar Serviços de Geotecnologias

Você fica em dúvida na hora de precificar serviços na área de Geotecnologias? Há alguns erros comuns que, se evitados, podem ajudá-lo a ser mais eficiente quando for elaborar um orçamento. Preparamos um vídeo falando justamente sobre isso.

ERROS MUITO COMUNS AO ELABORAR UM ORÇAMENTO

Aqui vamos falar sobre 3 erros que são muito comuns quando alguém vai precificar seus próprios serviços na área de Geoinformação, quer seja uma produção de mapas ou alguma consultoria mais elaborada.

Há algum tempo atrás, um colega da época de ensino médio me procurou pedindo indicação de alguém para produzir 10 mapas para um trabalho acadêmico. Eu indiquei um de meus alunos para esta prestação deste serviço.




Passados uns 3 dias aquele meu colega me procurou novamente dizendo que não aceitou a proposta daquele meu aluno, pois um primo dele (que é de uma área totalmente distinta das Geotecnologias) faria todos os dez mapas por um valor correspondente à 20% do valor orçado por meu aluno.

Ele informou ao meu aluno sobre esta decisão. Sabe qual foi a resposta dele? Boa sorte! Sabe a razão desta resposta? Nós precisamos saber precificar nossos serviços não apenas pela quantidade, mas acima de tudo, pela qualidade.

Aquele primo do meu colega poderia até garantir entregar os 10 mapas num curto período de tempo. É verdade. Mas e quanto à qualidade? Qual qualidade ele poderia garantir sobre aquele produto gerado? Afinal, ele não compreendia (talvez nem conhecia) os conceitos cartográficos envolvidos na elaboração e construção de um mapa.

No vídeo a seguir, detalho quais são os erros mais comuns na hora de precificar seus serviços. Caso você não esteja vendo o vídeo, acesse diretamente em nosso Canal do Youtube – Inscreva-se no Canal e Ative as Notificações para ser informado quando novos vídeos forem publicados.

ERRO 1: Não levar em conta o seu tempo de Experiência no Mercado

Quando nós falamos em tempo de atuação, não estamos contando desde que você simplesmente começou a ler sobre aquele assunto (como em sites e blogs da internet). Não é isso!

Estamos falando do tempo que você já presta serviços na área, como freelancer ou contratado de uma empresa. Uma pessoa que tem nove, dez anos ou mais na área, não pode cobrar o mesmo que alguém que está, por exemplo, há 6 meses no mercado.

É claro que nem todo mundo que tem 10 anos de experiência é também um ótimo profissional. De nada adianta alguém ter se formado há 10 anos ou mais e ter parado no tempo e não ter evoluído. Mas a ideia é que a cada ano você seja um profissional ainda mais qualificado e preparado para executar serviços.

Resumindo: Não cobre na prestação de serviço o mesmo valor de investimento que você pediria no começo de sua carreira ou um estudante, que ainda está na fase inicial de agregar experiência.

ERRO 2: Seguir cegamente uma Tabela de Preços

O erro está em querer cobrar o mesmo preço que todo mundo está pedindo. É muito comum me perguntarem algo como: “Quanto devo cobrar para fazer 1 mapa?” ou “Quanto se cobra para fazer 6 mapas?”. E o objetivo de quem pergunta, em geral, é saber uma fórmula mágica ou um número fixo pra que ela pratique dali pra frente.

Lembre-se que quando falamos em precificar um serviço não devemos ter em mente apenas a “quantidade de mapas” a serem produzidos ou de “tempo pelo qual você vai prestar uma consultoria”. Mas deve ser influenciado diretamente pelo VALOR AGREGADO àquela prestação de serviço.

3 Erros Comuns na Hora de Precificar Serviços de Geoprocessamento

Exemplificando: Se você foi contratado para produzir um número X de mapas. Uma coisa é você preparar os mapas e entregar os clientes e finalizar o contato ali. Outra coisa bem diferente (e desejada) é você agregar valor, por exemplo, é além de confeccionar o mapa realizar sessões de consultoria para explicar a metodologia empregada na realização daquele trabalho.

Isso ajuda o cliente a perceber que você tem domínio da técnica e que está agregando valor entregando mais do que é prometido, suprindo necessidades que ele talvez nem sabia que tinha. Sem dúvida, você não quer ser conhecido como o profissional que cobra pouco, mas sim, como o profissional que dá resultados para quem o contrata.

ERRO 3: Não fazer um plano de crescimento

Mensure quanto deseja ganhar no serviço. Não pense assim: “Eu não tenho muitas despesas, afinal uso um software livre e gratuito, então vou cobrar X”. Ou seja, pensam em um valor aleatório, arbitrário.

A pessoa acaba esquecendo que sua despesa não se resume ao uso do software. Você paga energia elétrica, internet para pesquisar dados, etc. Há custos que precisam ser embutidos no valor e somados com quanto você deseja ganhar.

Caso você não faça esse plano de crescimento, vai estar trabalhando apenas para pagar contas e não terá como investir para melhor o serviço que oferece para seus prospectos e clientes.

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Sobre Anderson Medeiros 982 Artigos
Em 2017 foi reconhecido como o Profissional do Ano no Brasil no setor de Geotecnologias. Graduado em Geoprocessamento, trabalha com Geotecnologias desde 2005. Já ministrou dezenas de cursos de Geoprocessamento com Softwares Livres em diversas cidades, além de outros treinamentos na modalidade EaD. Desde 2008 publica conteúdo sobre Geoinformação e suas tecnologias como QGIS, PostGIS, gvSIG, i3Geo, entre outras.

2 Comentário

  1. erivelto silva disse:

    Muito bom esse artigo. Tenho deparado demais com situações de preço baixo.

  2. José Silva Amaro Da Silva Filho disse:

    Concordo em grau e gênero; valorizar o know-how é coisa de que quem contrata muitas vezes não lança olhares ao produto final que vai receber e a aquém vai apresentar ao passo que quem oferta qualidade deve ter a mente aberta para ofertar flexibilidade nas negociações também.
    Um abraço.

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