Entrevista: Audrin Gomes – Geotecnologias

GeotecnologiasEsta é a terceira entrevista da série onde estamos entrevistando profissionais de Geotecnologias que atuam em várias regiões do Brasil e do mundo. Eles vão contar um pouco de sua história no mercado de trabalho, dar sua opinião pessoal sobre o cenário do Geoprocessamento onde vivem, e algo mais. Nosso entrevistado da vez é Audrin Gomes, que trabalha em uma empresa multinacional em São Paulo/SP.

Audrin GomesAudrin Gomes é amazonense de Tefé, tem 23 anos, é estudante de Análise e Desenvolvimento de Sistemas. Trabalha como Consultor GIS e presta consultoria nas áreas de Sensoriamento Remoto e Geoprocessamento em São Paulo.

1. Há quanto tempo você trabalha com Geotecnologias e como foi seu primeiro contato com esta área tão empolgante?

Trabalho na área há quase 5 anos. Na primeira vez em que tive contato com GIS tomei um susto até porque, pra mim, a geografia não passava do que eu vinha vendo no ensino médio.

O Coordenador do Instituto que eu fui trabalhar a primeira vez com Geotecnologias me apresentou a área e falou sobre as aplicações, os caminhos e as possibilidades de o que fazer com o Geoprocessamento, em diversas áreas para estudos, pesquisas, e os resultados obtidos. O instituto em questão é da área de desenvolvimento sustentável no Amazonas.

2. Você fez algum curso na área de Geoprocessamento? (Pode também citar onde, e se possível algumas características do curso)

Sim, fiz alguns cursos internos no Instituto Mamirauá/AM e alguns fora do Amazonas. Por exemplo: o Curso voltado a Biologia e Desenvolvimento sustentável do IPÊ, em Nazaré Paulista – SP, onde aprendi bastante sobre Geoprocessamento e Sensoriamento Remoto.

3. Qual sua visão sobre o cenário atual das Geotecnologias no Brasil? Considera que há boas perspectivas para os profissionais? E no estado de São Paulo, como anda este mercado?

O Mercado de Geotecnologias no Brasil está em crescimento, como tem sido nos últimos 10 anos. Pelo que tenho visto no histórico para esse mercado, acredito que ainda irá crescer mais nos próximos anos.

Para os profissionais, o mercado cada vez mais aumenta com projetos que demandam serviços destes profissionais tanto na iniciativa privada e pública. Em São Paulo o mercado está muito bom para quem deseja crescer profissionalmente existem várias empresas que tem foco em Geotecnologias, porém, como em todo o Brasil, ainda há dificuldade de encontrar profissionais qualificados. O mercado principalmente de utilities está cada vez expandindo os sistemas de Geoprocessamento e precisa de profissionais GIS.

4. Você é natural do estado de Amazonas. Como está o mercado na região Norte do Brasil, na sua visão?

O mercado de Geotecnologia na região Norte está ainda carente, muitos profissionais saem daqui do Sudeste, Sul e do Nordeste para trabalharem lá, por falta de profissionais locais. Por outro lado, lá os profissionais estão sendo capacitados para atender, suprir, as demandas. No meu caso fiz o inverso do fluxo, vim de lá para o Sudeste com o convite de uma empresa multinacional.

5. O que você acha que seja fundamental para que um profissional consiga um bom espaço no mercado de trabalho em Geoinformação?

Bom, eu tenho total certeza para o profissional que trabalha com tecnologia da informação ou mais especifico com Geoinformação o principal fundamento e sempre a atualização, pós a cada momento há novas versões de softwares, isto dá um diferencial para cada um que deseja conquistar um espaço no mercado de trabalho, assim como sempre manter uma boa network, e ter foco no seu desempenho com resultados e prazos de entrega com isso o profissional será sempre bem visualizado pelo seu trabalho.

6. Com quais softwares para Geoprocessamento você tem trabalhado, desde o início de sua carreira até hoje (comerciais e livres)?

Trabalhei com alguns programas: Plataformas Comerciais: ESRI ( ArcGIS Desktop, Server, SDE) AutoDesk (MapGuide, MapGuide Server, MapCad 3D), Banco de Dados comerciais: (Oracle 10g, 11g), (SQL Server 2008). Plataformas Livres: QuantumGIS, Kosmos SIG, GRASS GIS. Banco de Dados Livres: (PostGIS, PostgreSQL). Atualmente trabalho em foco com tecnologia ESRI ArcGIS Server 9.3.1/10 e ArcSDE em aplicações web.

7. Atualmente você trabalha em uma empresa privada. Comente um pouco de como as Geotecnologias estão diretamente envolvidas com este trabalho.

O desenvolvimento de aplicações para empresas de gerenciamento e distribuição de água, energia, petróleo utiliza todos os conceitos de Geoprocessamento para o planejamento e execução de tarefas que trate dos negócios com cliente, assim obtendo resultados positivos em seus objetivos.

ArcGIS Server

As Geotecnologias estão no planejamento ajudando a definir esforços e metas para tomada de decisões, não só com utilites e também com o planejamento e administração de cidade e regularização de imóveis que ajudam o controle para prefeituras. Em rede de comércios que planejam uma expansão e conquista de novos clientes, assim o uso de geotecnologias está influenciando o trabalho desenvolvido dentro da empresa.

8. O que você diria sobre as potencialidades do uso de softwares livres para Geoprocessamento em ambiente de produção (projetos de grande porte)?

Os softwares livres de geoprocessamento em um cenário de produção em projetos grandes podem ser considerados um potencial de grande valor, também como os comerciais. Esses tem um esforço de implementação e gerenciamento a meu ver maior pós depende de qual ou/e quais softwares o desenvolvimento utilizará para chegar ao resultado esperado. Ou seja, os softwares livres podem obter os mesmo resultados que os comercias dependendo das necessidades e questões de tempos e custos.

9. Sabemos que você já por algum tempo tem procurado implantar a cultura do uso de softwares livres para Geoprocessamento na instituição onde você tem trabalhado. Que desafios você tem encontrado neste processo?

Sempre que tentei implementar um cultura de uso de softwares livres, existe um “enraizado” de cultura das facilidades e atalhos rápidos dos softwares proprietário que a grande maioria dos clientes usam como um ponto de resistência para não aderir, mesmo mostrando as facilidades, praticidades do software livre ainda assim essa cultura consegue resistir.  E o principal ponto de resistência é esse.

10. Você gostaria de fazer algum comentário adicional sobre o tema de nossa entrevista?

Eu fiquei super feliz pela oportunidade, agradeço o espaço e a oportunidade! E acho que assim é uma ótima forma de contribuir com toda a comunidade GIS do país em forma de mostrar as experiências e a evolução da Geotecnologia em todo o Brasil. Parabenizo pelo tema abordado e creio que poderá ajudar outros colegas profissionais.

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O que vocês acharam da entrevista do Audrin Gomes? Deixem seus comentários, inclusive com perguntas adicionais para nosso entrevistado.

Leia também a entrevista publicada anteriormente, com grandes personalidades das Geotecnologias:

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10 Comentários


  1. Audrin,

    Gostaria de saber se é possível criar um GIS para contagem de Pirarucú? Ou até mesmo para rastreamento de Jacarés (Onde os mesmo tem nomes próprios).

    Será que o GIS da ENSRI faz esse controle via ferramenta de caixa (Core)?

    abraços,
    Barnabé

    Responder

  2. Olá,

    Acabei de ler a entrevista, e gostaria de saber melhor o que seria este “mercado de utilities”?

    Muito obrigado!

    Responder

    1. Oi Karl.
      Se quiser podemos conversar melhor via E-mail ou Skype:

      skype: augustoaudrin
      e-mail: audringomes[@]gmail.com

      Em que eu puder te esclarecer, a disposição!
      Abs

      Responder

  3. Esse cara é show de bola , grande mestre, batalhador , inteligente , que venceu e vai vencer mais na vida , Parabens Audrin , sem palavras pra descrever a felicidade que estou sentindo por voce ! Muito orgulhosa aqui sz

    Responder

  4. Gostei muito! Por isso que eu acho ele super esforcado e batalhador em tudo que ele faz! Voceé show Audrin s2

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